Goldstein

O Último Suspiro do Drakkar

A Vingança de Guiedrius


Sobrevoando Porto Azul, Inúlvain pergunta a Kris se ele acredita que os Cinco virão atrás deles. O paladino, mesmo com seus olhos controlados pelo rei do Século Negro, observa um exército demoníaco na cidade, o mesmo que havia subjugado ele e os paladino de Náoder. Enquanto isso, tal como prometido, Fanael voava em direção à antiga capital de Goldstein.

Em Black Bay, os heróis estavam no esgoto, prestes a interrogar Beren. Questionando-o sobre diversas coisas, eles descobrem que Irvar havia ido para Porto Azul com o intuito de livrá-la do Drakkar, mas não obteve sucesso. Todavia, ele não ainda não foi encontrado por Inúlvain e seus demônios. Eles também descobrem que o verdadeiro líder do Drakkar é Guiedrius, que atuava junto a Tinúviel. O homem vive em Branden, onde controla o Drakkar. Após obterem essa informação, eles matam Beren.

Voltando ao Castelo Negro, eles encontram Olaf com Aldona e Isodora Engström. As duas eram irmãs do antigo senhor da cidade, Grigory. Aldona é uma clériga de Érida e Isodora, a antiga capitã da guarda da cidade. As duas agora possuem direito ao trono e discutem sobre isso com Olaf. Quanto questionados sobre a posição deles, os Cinco divergem: Rodolfo opta por defender Aldona, enquanto Norton e Falken parecem compartilhar da visão de Isodora. Atlas, por sua vez, tenta acalmar os ânimos, mantendo-se neutros. Após uma breve conversa, eles se despedem, mas as irmãs falam que gostariam de conversar com os heróis em outra ocasião.

Os Cinco contam a Olaf sobre o que eles descobriram. O velho bardo diz que a melhor forma de chegar a Porto Azul é passando pelas proximidades de Branden, mas o confronto do Drakkar poderia se provar complicado, principalmente ao se considerar as novas informações obtidas por um grupo de aventureiros que Olaf encontrou. Ele pede aos Cinco que esperem pela noite, pois uma nova reunião será realizada.

Atendendo ao pedido do bardo, os aventureiros decidem ir conversam com Aldona e Isodora. Aldona informa-os que ela é a irmã mais velha, sendo assim a mais apta a tomar o trono. Além disso, ela expõe mais uma vez o problema da fé, que foi responsável, ao menos em parte, pela queda de Grigory. Ela parece ter os seus problemas com o irmão. Isodora, por outro lado, é mais simpática, dizendo que seu filho, embora jovem, poderia assumir o trono. Enquanto ele fosse jovem, ela seria rainha regente.

Norton também encontrou Grunk, um ferreiro meio anão. O portador do machado de Wulfgar compra uma armadura por algumas moedas de ouro e oferece seus serviços a Grunk. Falken, por sua vez, compra alguns venenos em Tor Lura, uma torre élfica da cidade.

Quando a noite cai, eles vão ao Castelo mais uma vez, onde encontram Kaleb, Yri, Beowulf e Nico, assim como um antigo integrante da Rahkir: o treinador chamado Gustav. Esse grupo diz que há um dos antigos cristais de Dalion em Branden, que está sendo usado para distribuir magia por toda a cidade. Durante os combates, o cristal atua usando magias quando necessário, de forma a prejudicar os inimigos do Drakkar. Olaf diz que é necessário destruí-lo antes de atacar a cidade e os Cinco concordam. Quatro poções de metamorfose foram preparadas por Haran para que eles entrem na cidade sem serem percebidos. Kaleb e Olaf informam os Cinco de algumas entradas secretas da cidade, assim como possíveis contatos que poderiam levar os Cinco até o homem que sabe sobre o cristal: Egbert, um dos comandantes do Drakkar encontrados pelos heróis em Forte Inverno.

Os contatos eram três: Gorund, um anão banido das Altas Montanhas por ter acidentalmente vendido projetos de armas de cerco para o Drakkar; Helga, uma sacerdotisa de Érida que atende os assassinos em Branden; e Iorond, o dono do cassino da cidade, conhecido como o Raposo. Foi decidido que Falken e Rodolfo iriam para Branden infiltrando-se em um comboio vindo de Lar do Hipocampo. Por outro lado, Norton e Atlas usariam um túnel que ligava as proximidades das Altas Montanhas à antiga base da Rahkir em Branden. Norton e Atlas aguardariam por Falken e Rodolfo. Um dos contatos, Gorund, o açougueiro, chamou a atenção dos aventureiros, que concordaram em tentar encontrá-lo primeiro. Para tal, convenceram Baldur a perdoá-lo caso o anão banido os ajudasse. Por fim, para sinalizar o fim da missão, os Cinco deveriam acender a espada de uma estátua da cidade, localizada na colina dos quatro heróis.

Após a reunião, eles visitaram Isodora e Aldona. Isodora revelou possuir contatos em Branden e que eles costumam se reunir na taberna conhecida como o Grifo e o Gatuno. Já Aldona disse conhecer Helga.

Partindo para Branden, os Cinco encontraram alguma dificuldade para entrar na cidade. Enquanto Atlas e Norton enfrentaram espíritos que assombravam a base abandonada da Rahkir, Falken e Rodolfo confrontaram os guardas do Drakkar. Enquanto o ladrão e o clérigo caminhavam pela cidade, viram os numerosos soldados da facção inimiga, assim como os saitokans que integravam as patrulhas. No grande rio lodoso que banhava a cidade, notaram formas que remetiam a serpentes. Reuniram-se enfim e decidiram ir a Grifo, a taberna que Isodora havia mencionado.

A taberna se encontrava em um bairro ocupado principalmente pelos antigos moradores da cidade – a presença dos membros do Drakkar não era tão notada aqui. Isso se comprovava principalmente pelas pessoas na taberna: ninguém trajava roupas do Drakkar e, portanto, ninguém parecia representar perigo. Havia lá um taberneiro atrás do balcão, um casal almoçando, um grupo de seis pessoas que conversava discretamente e um bardo que tocava uma música calma.

Os Cinco notaram que os sujeitos que conversavam eram os mencionados por Isodora. Após um breve conflito com o bardo – que se revelou como um membro do Drakkar – os aventureiros decidiram conversar com aqueles possíveis aliados. Ao questionarem sobre o paradeiro de Gorund, o açougueiro, uma anã chamada Kila se apresentou. A anã havia encontrado Gorund uma porção de vezes e sabia que sua arena, o Açougue, estava recrutando combatentes. Para se inscrever, os heróis deveriam ir à Doca, uma taberna visitada pelos membros do Drakkar. Após questionarem se seria possível falar com Gorund de alguma outra forma, Kila disse que poderia tentar enviar um recado para ele. Os Cinco pediram esse favor a ela e a anã, por sua vez, concordou em fazer aquilo no dia seguinte.

Durante a noite, os heróis decidiram visitar o cassino da cidade, o Vulpis. Após uma jogatina praticamente infrutífera – embora longa – chegaram à conclusão de que o melhor a se fazer seria ir de encontro a Iorond. Após notarem que várias meretrizes subiam um elevador, eles concluíram que aquele seria o caminho para encontrar o dono do cassino. Assim sendo, Falken transformou-se em uma mulher atraente, seguindo as demais profissionais.

Quando finalmente encontrou Iorond, Falken usou suas adagas para paralisar todas as mulheres na sala. Confrontando o elfo, disse que ele precisava encontrar Egbert. Iorond, relutante, pediu a Falken que o encontrasse na colina dos quatro heróis para conversar. O ladino aceitou aquilo e reencontrou seus amigos na Grifo, onde eles passaram a noite. Antes de dormir, Falken testou a luva do tempo em uma flor. Uma vez que ele não possuía completo domínio do objeto, o ladino esperou pelo melhor. Por um instante, ele conseguiu ver eventos passados, tal como o taberneiro regando a planta ou ajeitando o vaso. Exaurido, caiu no sono.

No dia seguinte, logo pela manhã, Norton decidiu se inscrever no campeonato de Gorund por precaução. Enquanto isso, os demais esperavam por Kila. Quando ela retornou já era fim de tarde. Kila revelou ter entregado a carta, mas que era impossível saber quando o açougueiro apareceria. Falken foi de encontro a Iorond, mas após vê-lo cercado de saitokans, decidiu evitar um confronto.

Passou-se mais um dia e Gorund foi de encontro aos aventureiros. O anão, careca e sem barba, tinha um olhar severo. Ele disse ter pouco tempo para falar pois logo seus guardas o encontrariam. Os Cinco revelaram da possibilidade de perdão que Baldur havia o oferecido, caso ele os ajudasse. Gorund logo entendeu do que aquilo se tratava e concordou de imediato. Após revelar que uma festa aconteceria no Vulpis e que Egbert estaria lá, o anão propôs deixar alguns convites para os Cinco entrarem no evento, deixando-os nas proximidades de sua arena. Os aventureiros concordaram e Gorund se despediu.

A festa aconteceria logo no dia seguinte. Eles sabiam que não poderiam entrar armados e que deveriam trajar vestes sociais. Após pegarem os convites de Gorund, trataram de resolver essa situação. Após algum tempo de planejamento e algumas tentativas frustradas, pagaram 300 moedas de ouro para que Rodolfo participasse do evento como um serviçal. Aproveitando-se disso, Rodolfo conseguiria levar o necessário para a festa.

Quando a noite caiu, Atlas, Falken e Norton se encontraram com Gorund na porta do Vulpis. Após entrarem, eles realmente tiveram de resistir à tentação de jogar novamente. Após encontrarem Rodolfo e serem informados por Gorund de que Egbert estava na cobertura, eles combinaram de se encontrar em um dos andares superiores para se armarem. Após isso, tomaram o elevador e foram para a cobertura.

Obviamente, Egbert estava bastante protegido. A batalha foi sangrenta: Rodolfo teve a vida ceifada só para então ser revivido pelo poder da Coroa. Norton havia ousado usá-la e ao fazer isso, ouviu a voz do Caído. Da mesma forma, Falken também a utilizou para curar seus aliados, sentindo a força do demônio que a habitava. Por fim, eles conseguiram vencer. Levaram Egbert para a base da Rahkir e o interrogaram, descobrindo a localização do cristal de Dalion. Como vingança, abandonaram Egbert à própria sorte, deixando-o preso.

No dia seguinte, foram até onde o cristal se encontrava. Tratava-se de uma construção subterrânea, localizada abaixo de um rio. Na sala onde estava o alvo, Guiedrius manifestou-se, fazendo com que sua voz fosse projetada através da pedra mágica. Após uma longa batalha, prolongada por conta da água que Guiedrius fez invadir a sala, os heróis destruíram o cristal e saíram. Atlas morreu durante a luta, mas foi revivido por Helga no seu templo de Érida.

Os Cinco acenderam a estátua dos quatro heróis, convocando os exércitos aliados a invadirem a cidade. Correram então para a Fortaleza do Terror. Com a ajuda dos aliados de Isodora e do açougueiro, invadiram a construção. Chegaram à sala de Guiedrius e não o encontraram lá, mas acharam uma mensagem deixada por ele.


“O último suspiro do Drakkar

Receio que começarei essa carta com agradecimentos. Lembro-me ainda da agonia que foi passar dias sob a torre de Dalion, vendo meus homens morrerem lentamente. Eu, contudo, permaneci, embora isso tenha custado minha humanidade e minha família. Todavia, os poderes que agora tenho são um presente da incompetência dos Cinco. Agradeço-os pela incapacidade que só vocês poderiam ter.

Antes, eu esperava pelo dia em que Goldstein perceberia que se entregou para homens tolos. Que o povo acordaria, notando que vocês não o defendiam. Eu cansei de esperar. Agora é a hora. Urur manda lembranças.
Morte aos Cinco,
Guiedrius Hafgrim.”

Enquanto a liam, uma explosão ocorreu na fortaleza. Eles perceberam que os barris com combustível que encontraram durante a incursão em Branden não eram somente destinados à batalha pela cidade, mas sim a eles, como uma armadilha final de Guiedrius.

Por sorte, a luva de Falken fez seu serviço nesse momento. Parado o tempo, ela permitiu que o ladino carregasse seus amigos para fora, mas não sem fazer com que ele ouvisse as vozes de Ilm e Urur, que derrotava o antigo deus. Além disso, Norton, o último a ser resgatado, ficou com uma queimadura em seu braço.

Após se recuperarem minimamente, os Cinco viram Fanael cruzar os céus, extremamente ferido. Uma queda vertiginosa ceifou sua vida e o grifo teve somente a chance de falar uma coisa: “Porto Azul era uma armadilha”.

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VictorSuzumura

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