Falken

O Ladino

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Bio:

O choro do bebê cinzento era tão alto que acordou a família de burgueses de Black Bay. Um homem barbudo e alto foi até o porão de sua casa, cambaleando para todos os lados, e, com a ajuda de sua audição, encontrou uma caixa com uma aberração dentro.

Essa aberração (que viria a se chamar Falken, futuramente) tinha orelhas pontudas, um corpo forte para um bebê, dentes afiados e ainda assim, uma face “humana”. Fint, o homem barbudo, imediatamente mostrou a criatura para sua mulher, Adélia, que ficou surpresa com a criatura. O coração bondoso da mulher não teve outra reação: ela retirou a caixa da mão do marido e a levou para o quarto. Eles não faziam ideia o porque da aparência medonha, que faria com que qualquer um o matasse, mas, devido à suas crenças e pela bondade da mulher, Fint aceitou cuidar dele para descobrir o futuro do ser.

Durante muitos anos ninguém soube explicar o porquê daquilo. Aquilo, meu rapaz, era um Doppelgänger. As criaturas que têm o talento da transmutação podem virar quem quiser, quando quiserem.

Apenas quando atingiu oito anos de idade, Falken conseguiu controlar melhor seus talentos naturais e, aos poucos, foi ficando mais aceitável. Com seu talento e sua rapidez, o jovem doppelgänger roubava colares, anéis e até ouro. Mais tarde isso veio a ser um problema: Fint e Adélia veneravam um deus da honestidade e da vida, e desconfiaram de ver o jovem com tanto ouro naquela idade. Isso gerou intrigas naquele lar, que futuramente, expulsariam Falken de casa.

Sobrevivendo de roubos, o jovem começou a se destacar na cidade. Uma época chegou a “prestar serviços” (um deles para um taberneiro, Rodolfo, que precisava de um anel belo para uma mulher que tentava conquistar).

A vida de Falken estava prestes a mudar e ele nem imaginava. Certa noite, enquanto dormia nas docas de Black Bay, um elfo – de cabelos negros e olhos escuros – o raptou, e levou para os fundos da cidade.

Chegando ao local, o elfo – de nome Tinuviél – entregou um folheto à Falken. Ele dizia ser o contrato de uma guilda, chamada Rahkir. Tinuviél dizia que Falken vinha se destacando ao longo dos últimos meses, era com certeza, um mestre das artes rápidas e silenciosas. Depois de explicar melhor o que era aquilo e, quais eram seus objetivos (que não serão expostos aqui, afinal, isto é uma background, e não um ensaio sobre ladrões) Tinuviél convenceu Falken à entrar na guilda.

Os dois foram parceiros de roubo por durante muito tempo, mas depois de começar a se destacar, Falken arranjou problemas com o elfo.

Tentando sempre colocar o ladrão em armadilhas, Tinuviél não perdia uma única chance. O doppelgänger começou a perceber seus atos, e armou um plano contra o elfo: seria exposto à armadilhas durante uma “missão falsa”, em que os oficiais e o líder da guilda estariam escondidos para verem as ações do elfo.

Falken fez tudo como o combinado: roubou a bolsa de moedas do ferreiro, saiu pela porta dos fundos e teria que voltar para a base da Rahkir pelas ruas de trás. Avistando a armadilha feita por Tinuviél (um barbante que, quando puxado, faria os sinos de alarme da casa do ferreiro tocarem),Falken levou a corda junto com seu pé e olhou rapidamente para trás, avistando a criatura de orelhas pontudas e cabelos negros dizendo: “Você perdeu, amigão”. Os oficiais e o lider pularam rapidamente dos prédios para impedir uma futura confusão. Expulso da guilda, Tinuviél sente um ódio imenso por Falken – que também não é muito familiar com o elfo traidor. Aonde estaria agora, o elfo dos cabelos negros, que armava contra o jovem Falken?

‘’Todo o dinheiro no mundo me pertence, eu só deixo os outros guardarem para mim por um tempo. Então não reclamem quando eu pegar de volta..’’

Falken

Goldstein Vitstipa