Goldstein

Antes de Porto Azul - Terceira Parte

Cara, roubaram meu navio

Após ajudarem os anões da Gilmek, os Cinco decidiram ir para Hammalahah. Falken precisava consertar seu arco e, segundo Atlas, uma ferreira kahlakin certamente saberia fazer aquilo. Falken descobriu que alguns materiais raros seriam necessários para consertar seu arco. Os aventureiros também foram alertados de que uma esquadra da ilha havia encontrado problemas nas proximidades de Forte Inverno e que somente seu capitão, conhecido como Argos, retornara do conflito. O herdeiro de Kahla, por sua vez, prontamente tratou de descobrir o que ocorrera.

De acordo com Argos, as preparações para o ataque a Forte Inverno foram interrompidas quando a frota kahlakin encontrou navios do Drakkar. Quando estavam próximos de vencer o conflito, uma imensa fenda mágica se abriu no céu e engoliu vários navios. Argos, por sorte, escapara após uma sequência de eventos fortuitos. Atlas decidiu de imediato que iria investigar o ocorrido. Sua ideia era simples: encontrar quem realizou o ataque e interrogá-los a qualquer custo.

Foram até os estábulos das raias e, junto a Argos, partiram em direção a Forte Inverno. Após uma viagem consideravelmente longa, finalmente encontraram os mesmos navios do Drakkar que o capitão havia visto. A princípio, Falken invadiu e investigou o maior dos navios, onde encontrou vários marujos dormindo e uma mulher que ostentava o símbolo de um velho inimigo: o pirata Ossos Cruzados. Ela também portava um estranho colar que lembrava o kraken prateado de Nouter.

O ladrão retornou a seus amigos com essas informações. Tomaram o navio de surpresa e mataram seus tripulantes, mas, por descuido, permitiram que a mulher ativasse o efeito mágico de seu colar – um presente do próprio Guiedrius que convocava a força de Urur. Assim sendo, uma fenda novamente se abriu no céu, sugando os navios do Drakkar.

Quando os Cinco foram para o convés do navio, viram-se em uma dimensão esverdeada, como se tudo em torno deles fosse uma sinistra aurora boreal. Navios pendiam em gravidade zero no horizonte e flutuando sobre aquelas embarcações, havia uma figura já conhecida por Falken: o Mestre Cinzento. Tratava-se apenas de uma projeção mágica, mas suficiente para confrontá-los.

Sob eles, a fenda se fechava. Os heróis entenderam que era possível recuperar os navios empurrando-os em direção à abertura e assim o fizeram. Norton encarregou-se de distrair Urur, que por sua vez nem foi tocado pelos ataques desferidos pelo anão. O conselheiro ria das tentativas vãs de acertá-lo, ao passo que lançava poderosas magias para impedir os Cinco de realizarem seu intuito. Todavia, a tática dos heróis funcionou. Não só recuperaram todos os navios kahlakins, que caiam na água como meteoros de madeira, mas também tomaram para si as embarcações do Drakkar. Os marinheiros de Hammalahah despertaram em seus navios.

Após terem resolvido essa situação, deixaram que Argos decidisse os próximos passos da esquadra. Abriram então um portal e foram para Branden.

Polyushko-polye

Na antiga cidade do Drakkar, os heróis encontraram Olaf e o mago Gottfried. Foram informados de que Elith passava por problemas em Quatro Ventos e que uma mensagem chegara de Porto Azul. Gottfried disse que a mensagem fora enviada da Torre dos Nove Círculo, a antiga sede dos magos de Tyrr naquela cidade. Ele desconfiava que o Arquimago, o antigo líder de sua ordem e um traidor, estava envolvido com aquilo. Além disso, Olaf os avisou que Haran estava à procura deles.

Rodolfo não escutou muita coisa além de “problemas” e “Elith”.

Em Quatro Ventos, eles descobriram que Siddgrad e Elith negociavam com Gael, o senhor dos Campos de Elith – por mais absurdo que isso parecesse – sobre a passagem dos Elfos por ali. Siddgrad obviamente se posicionava contra a participação dos elfos na campanha dos Cinco, uma vez que aquilo poderia trazer problemas para as cidades dos Campos. Elith, por sua vez, defendia que os Cinco haviam ajudado todos os povos de Goldstein muitas vezes antes e, portanto, mereciam a confiança dela.

Entretanto, os heróis não podiam participar da discussão. A reunião, que acontecia no Castelo Cardeal, era reservada aos três nobres. É claro que os aventureiros não perderam tempo: descobrindo que a mãe de Gael servia o templo de Alma da cidade, encontram-na e deram um jeito de entrar na reunião. Lá, discutiram sobre a guerra que se formava e porque os elfos eram necessários. No final das contas, decidiu-se que Elith e Rodolfo deveriam se casar para garantir que os Cinco sempre defenderiam os Campos, mas que nem o exército de Entre Rios e nem o de Quatro Ventos entrariam na guerra.


De volta para o futuro – de novo

Os Cinco retornaram a Branden e foram de encontro a Haran. Nas ruínas carbonizadas da Fortaleza do Terror, o ladrão se encontrava de frente a um estranho brilho verde que pairava em pleno ar, lembrando muito a cor da fenda que havia absorvido os navios de Hammalahah. Haran falou que aquilo era uma anomalia temporal, resultado do que Urur estava fazendo – e que muitas delas ainda iam surgir. O mestre ladrão disse que Falken deveria apontar sua luva para ela e tentar absorver aquela energia. O herói assim o fez, mas algo inesperado aconteceu: eles foram transportados para outra época.

Falken despertou em Nouter. Uma comitiva real passava e um jovem Haran estendia sua mão para ele, com a luva do tempo a cobrindo. Evitando que a luva de Falken e do Haran do passado se tocassem, o Haran atual, cobrindo seu rosto, correu em direção a eles, impedindo o cumprimento. O antigo conselheiro de Nouter disse que se aquilo ocorresse, muitas anomalias se abririam e o resultado seria terrível. À distância, um homem gritou para que alguém se apressasse: era Anor, o pai de Falken.

Haran e Falken se encontraram com o resto dos Cinco. Segundo o sábio ladrão, se eles atravessassem uma outra anomalia, poderiam retornar à sua época. Assim eles foram para o palácio de Nouter, encontrando Aziza, a mãe de Falken, no caminho. Quando finalmente chegaram à sala onde Haran sabia haver uma anomalia – na época, ele e Urur estudavam aquele fenômeno – deduziram que o Mestre Cinzento deveria estar os esperando.

Os Cinco e Haran então fizeram um plano. Se Urur realmente estivesse lá, Falken iria o distrair e Haran usaria o kraken prateado que ali ficava para atacar o mago.

De fato, Urur estava lá. Falken então engajou em uma longa discussão com ele: o Mestre Cinzento falava sobre os antigos dias de Nouter e a arrogância de Anor, assim como sobre a união dele com os aasimari e o castigo imposto por ele a Enedin – conhecido por Falken como Tinúviel. Urur disse também que nem mesmo sabia onde Haran estava quando Nouter foi atacada, mas o discurso não se prolongou: o sábio ladrão o atacou antes que ele percebesse, dando tempo para que os Cinco retornassem à cidade de Branden. A anomalia se fechou e Haran se despediu deles.

Mais explicações
Partiram para Tyrr com Gottfried. Lá, ajudaram Herkja, uma maga do 8º círculo, com seus planos para se tornar a nova líder local. Por sua vez, ela os falou sobre os últimos passos do Arquimago. Disse a eles que ele estava atrás de um livro chamado Liber Ivonis – um manuscrito que, até onde ela sabia, só as bruxas do Sabá possuíam.

Os heróis então foram para a Floresta Alva, onde possivelmente encontrariam as bruxas. Com a ajuda dos ents, encontraram a base do Sabá – aparentemente, um simples acampamento composto por barracas penduradas em árvores em meio à neve. Entretanto, quando eles entraram em uma das tendas, viram-se em uma dimensão em miniatura onde um palácio flutuante se encontrava. Após encontrarem a líder daquelas bruxas, Agnes, descobriram que o Arquimago tramou para conseguir o Liber Ivonis com a ajuda de umas das discípulas da Matriarca. A jovem os disse que entregou o livro a um elfo negro e que ela acreditava que o propósito de tudo aquilo estava relacionado ao cadáver do Cavaleiro Negro.

Os Cinco então foram para o campo onde Belian morreu. O seu cadáver foi cercado por estacas e soldados élficos cuidavam do local. Todavia, a guarda local admitiu ter sido atacada e que por algum tempo o local estava desprotegido. Quando Falken se aproximou da imensa ossada do dragão, a luva do tempo se ativou, fazendo com que os aventureiros vissem Guiedrius e o Arquimago reunidos. Uma voz falava com eles – era Inúlvain. O Clérigo dizia que eles deviam atacar Porto Azul e que só assim se provariam para o vilão. Os dois aceitaram a missão e partiram, destinados a tomar a cidade.
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Antes de Porto Azul - Segunda Parte

Dilemas morais são para os fracos

A neblina tomava o local da mesma forma que obnubilava os pensamentos dos heróis. Cada barulho em meio à névoa deixava-os em alerta – a sensação de serem observados pelas criaturas que os atacaram era aterradora. Após atravessarem o portão, os Cinco viram o forte e a torre que compunham o templo de Areado. Sangrando em meio ao pátio do cinzento monastério e sob a luz de uma lua vermelha, eles chegaram à conclusão que a melhor escolha seria descobrir o que aconteceu com Mikkel, o antigo mestre de Rodolfo.

Subiram as escadas laterais do forte até chegar no seu topo, onde ficava o quarto de Mikkel. Após abrirem a porta da varanda, encontraram aquele aposento vazio. O lugar era espaçoso e possuía um tipo de observatório em seu centro. Ali, os Cinco encontraram um cajado protegido por um mecanismo. Desvendando o funcionamento dele, tomaram o artefato. Lá também acharam um martelo de guerra com um grande sol gravado na sua lateral. Rodolfo pegou-o para si.

Os Cinco exploraram todo o monastério, encontraram muitos inimigos e alguns tesouros. Quando finalmente se depararam com Mikkel preso nos calabouços da torre, o mestre clérigo disse a eles que seria possível descobrir mais sobre as criaturas se eles fossem à biblioteca do local. Lá eles encontraram um livro que explicava que aqueles monstros, os núbilos, podiam ser invocados através de uma maldição. Mikkel ligou essa informação ao fato de que deixara um jovem de castigo há algum tempo atrás, lendo aquele mesmo livro. Rodolfo, sabendo que os discípulos costumavam se encontrar em uma gruta no lago sob a ponte da entrada do templo, decidiu ir lá investigar.

Encontraram, na gruta, o garoto descrito por Mikkel. Ele não deveria ter mais de 14 anos. O jovem explicou que realmente havia praticado o ritual, mas que aquilo ocorrera em um momento de fúria e que ele lamentava profundamente. Rodolfo, contudo, decidiu não ter compaixão e pôs fim à vida do menino. Os últimos núbilos então atacaram os Cinco, mas foram logo derrotados. A névoa que cobria o templo se dissipou quando o corpo da criança deu seu último suspiro de agonia.

A maldição de Rodolfo

Enquanto os heróis seguiam para desfazer a maldição causada pelo garoto, Mikkel perguntou a Rodolfo sobre o motivo dele carregar uma espada. O jovem clérigo disse que acontecimentos não tão recentes fizeram-no abandonar o culto de Areado – uma inquietação interna, destilada em um caos profundo e decorrente de uma maldição poderosa, havia feito com que ele passasse a cultuar Alma. Triste ao saber daquilo, Mikkel ofereceu-se para remover o feitiço lançado sobre seu discípulo e assim trazê-lo de volta para a fé do deus das estações. Rodolfo prontamente aceitou.

Após terem resolvido a questão dos núbilos, os Cinco e Mikkel reuniram-se, durante o dia, em um bosque numa colina próxima do monastério. Andarem até uma antiga e sagrada árvore cujo tronco claro e esguio lembrava as curvas de uma mulher magra. Rodolfo sabia o que era aquilo: a Árvore da Ninfa, o túmulo da fundadora daquele monastério, seu lugar de descanso perpétuo e também por onde às vezes seu espírito se comunicava com os seguidores do deus da mudança. Suas folhas verdes eram poucas em virtude do inverno que a cada dia se intensificava.

Mikkel disse a Rodolfo que ele deveria seguir os mesmos passos que havia feito durante a sua iniciação naquela religião. Ajoelhou-se perante a árvore e fez uma oração, que foi prontamente completada não por seu mestre, mas sim pela ninfa que havia no interior da árvore. O clérigo estava agora não mais no bosque, mas sim em um universo completamente negro diante de uma figura feminina poderosa e ameaçadora, de pele oliva e cabelos castanhos, cujos olhos tomados por sombras tinham também o brilho das estrelas. Uma coroa de flores púrpuras e amarelas adornavam seu delicado rosto, que por sua vez ostentava um nariz fino e lábios tão delicados quanto róseos. Encontrou-se com o humilde homem ao descer de uma revoada de borboletas e, quando seus pés descalços tocaram o solo negro do vácuo, revelou um vestido longo e alvo, cujas mangas escondiam suas mãos. Seu nome era Nasille.

Ela disse para Rodolfo que ele poderia voltar a seguir Areado e que a maldição seria removida, mas o clérigo ainda tinha que se provar digno do deus da mudança: como havia sido demonstrado recentemente, ele possuía pouca fé na redenção. Nasille revelou que, em suas visões, um homem atormentado viria de um enorme palácio de gelo e que perdoá-lo poderia ser a chave para vencer as guerras por vir. Se Rodolfo encontrasse-o, ele teria de ser capaz de concedê-lo uma segunda chance, ou então seria castigado. Sabendo disso, aceitou a missão.

Todavia, o que para Rodolfo pareceu uma conversa de poucos minutos, converteu-se em uma eternidade para os heróis que aguardavam em frente à árvore. Quando Rodolfo entrou em transe diante da árvore, um demônio saiu de seu corpo, lembrando um arlequim. O monstro rapidamente dominou a mente de todos os heróis, com exceção de Norton. Além disso, a criatura era capaz de se multiplicar. O anão fugiu e buscou ajuda nas Altas Montanhas, voltando com um grupo de soldados de Baldur. Com muito trabalho, mataram as criaturas, salvando os Cinco e Mikkel, além de libertarem Rodolfo de sua condição.

Pequenas aventuras, grandes aventureiros

Antes de se despedirem de Mikkel, o clérigo ancião avisou-os que a festa de Angnar, um antigo herói da Era do Gelo, devia começar em breve. Tratava-se de uma competição dos maiores cervejeiros de toda Goldstein. Lá eles se divertiram e beberam, participando de uma pequena competição onde se fazia cerveja em pouco tempo. A bebida feita ficou tão boa que despertou o próprio Angnar de seu túmulo, fazendo com que ele batalhasse contra os Cinco. No final, eles venceram e ganharam alguns presentes do cadáver reanimado.

Em seguida, descobriram que a Gilmek Joias, uma empresa das Altas Montanhas, encontrou alguns problemas em uma de suas novas minas. Buscando vender os muitos tesouros que possuíam por melhores preços, os Cinco decidiram ajudá-la. Foram até a tal mina e lá souberam que bulettes, popularmente conhecidos como “tubarões da terra”, atacaram os mineradores. Fimri, um dos donos da Gilmek, desapareceu durante o ataque.

Os Cinco então desbravaram a caverna, enfrentando os tubarões e encontrando Fimri. O anão disse que Garria, sua parceira de negócios e herdeira de seu falecido sócio, havia comprado boa parte de suas ações, sendo agora detentora da maior parte da empresa. Fimri aguardava a oportunidade de retomar seu poder sobre a Gilmek e ele havia a encontrado naquela caverna. Veios de prata se espalhavam por toda parte – bastava que os Cinco dissessem para Garria de que seria impossível destruir os bulettes e então tudo aquilo tudo seria do ganancioso empresário.

Fimri se arrependeria mais tarde ao saber que os Cinco informaram Garria, que estava do lado de fora da mina, sobre seus planos. A ansiosa dama enânica prometeu-os uma recompensa caso salvassem o antigo amigo de seu pai e eliminassem os bulettes. Apesar de não terem resgatado Fimri, destruíram os tubarões e mataram a líder deles. Informaram a anã e foram recompensados de acordo, com a promessa de serem pagos novamente dentro de um ano, quando a mina começasse a dar lucro.
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Antes de Porto Azul
Primeira parte

O cadáver de Fanael jazia em frente aos Cinco. Dentro de alguns instantes, uma multidão se reuniu em torno deles, trazendo Olaf. Após lamentar a morte daquele aliado com um emocionante discurso, o bardo se questionou sobre o que deveria ser feito. Wolster, um dos líderes dos anões que havia ajudado a tomar Branden, disse que Fanael poderia ser enterrado no topo das Altas Montanhas – o cume mais alto de Goldstein seria o lugar de eterno repouso do grifo.

Com o coração pesado, os heróis de Goldstein viram mais um de seus amigos sendo levado para o descanso final. Caminharam a passos lentos em direção às improvisadas enfermarias que começavam a ser montadas na cidade. Dentro de algumas horas, os aventureiros já estavam devidamente alojados, sendo tratados pelos servos de Érida de Branden, incluindo a clériga Helga.

Haran, que também participou da batalha, foi de encontro a Falken. O príncipe de Nouter, que ostentava poucas cicatrizes, foi questionado por Haran sobre aquilo que havia acontecido na Fortaleza. O jovem doppelgänger disse que quando a explosão ocorreu, a luva do tempo foi acionada sozinha, fazendo com que o tempo ficasse mais lento. Durante o intervalo em que ele salvava seus amigos, as chamas que o cercavam tinham seu som abafado pela discussão de duas pessoas: de Urur, o Mestre Cinzento, e de Ilm, aparentemente. Haran, assustado com a notícia, advertiu Falken: “o tempo está acabando, príncipe” – continuou – “precisamos encontrar Urur logo”.

Enquanto isso, foi oferecido a Norton um tratamento para lidar com a severa queimadura que ele havia sofrido na Fortaleza do Terror. O bravo anão negou a assistência dos clérigos, preferindo permanecer com aquela marca. Por sua vez, os corajosos Atlas e Rodolfo estavam dormindo, recuperando-se de seus terríveis ferimentos. Algumas horas mais tarde, a fênix de Atlas veio até ele, com o intuito de avisar que a pequena frota de Hammalahah preparava-se para enfrentar a batalha em Forte Inverno. Da mesma forma, Agnaldo, um clérigo amigo de Rodolfo, contou a ele novamente sobre o que aconteceu no templo em que eles foram treinados.

Quando os Cinco já estavam reunidos, Olaf apresentou os heróis a dois homens: Gottfried e Asmund. Gottfried era um mago ruivo que trajava somente vermelho, relativamente jovem. Asmund era um estudioso da Universidade de Santo Arwald, velho, magro e portador de uma voz nasalada.

O mago havia convencido os seus companheiros de Tyrr a lutarem em nome da causa dos Cinco. Ele foi prontamente agradecido pelos aventureiros, respondendo por sua vez que só buscava manter a ordem em Goldstein. Olaf disse que Asmund seria o novo regente de Branden, devido a seu estudo de longa data sobre as doenças que afligem a cidade. Assim sendo, o recém-intitulado líder local solicitou a ajuda dos heróis para eliminar algo que ele imaginava ser a fonte das doenças que tomam o rio de Branden. Eles resolveram aguardar para lidar com essa situação.

Olaf então disse que seus planos para invadir Porto Azul e evitar o mesmo destino de Fanael ainda não foram concluídos. Ele pede que os heróis aguardem a elaboração dos próximos passos daquela cruzada. Além disso, pós Asmund e Gottfried se despedirem, Olaf revelou que era necessário julgar os prisioneiros feitos durante a invasão e que, dentro de alguns dias, Aldona e Isodora fariam uma festa para comemorar o sucesso em Branden.

Na semana que se seguiu, os Cinco participaram do julgamento de três prisioneiros. A cerimônia foi realizada no Cassino Vulpes, que ainda estava sendo redecorado para servir como lar do senhor da cidade. Lá eles decidiram o destino do açougueiro, que deveria ser levado para as Altas Montanhas para ser novamente julgado, e de Calane, a elfa negra que servia ao Drakkar, mas que foi poupada de um destino cruel por ter ajudado os Cinco. Por fim, eles deveriam decidir o que fazer com Egbert. Falken, buscando arrancar os segredos restantes do Drakkar, decidiu poupar sua vida, mantendo-o em Branden até que Nouter fosse reconstruída. Quando esse dia chegasse, Egbert iria para a cidade dos doppëlgangers.

Quando a festa de Aldona e Isodora chegou, eles mataram a saudade dos jogos do Casino Vulpes participando das diversas atividades que as anfitriãs elaboraram. A festividade, entretanto, foi interrompida quando o filho desaparecido de Grigory, Fiódor, adentrou o salão, bravateando e ameaçando suas tias juntou a um grupo de guerreiro. O conflito resultou na morte do herdeiro de Black Bay e de seus companheiros. Entretanto, através de uma nota de compra encontrada no bolso do jovem, os Cinco descobriram que o manto de Black Bay, marca do senhor da cidade, estava perdido em uma casa de leilões de Porto Azul. A noite então foi preenchida por uma série de negociações escusas feitas com cada uma das pretendentes ao trono, mas os heróis não foram capazes de decidir a quem ajudar.

Rodolfo, ainda preocupado com seu mestre, pediu a seus amigos que eles o acompanhassem na tentativa de salvar o que restou do Templo de Areado na Costa Gélida, pedido que eles logo aceitaram. Após passarem mais alguns dias descansando, partiram de Branden utilizando um portal e indo para Black Bay.

Em Black Bay

Lá chegando, os Cinco viram uma cidade em reconstrução. Anões ajudavam a reerguer torres e muradas, enquanto homens e mulheres se esforçavam para refazer as casas destruídas na batalha. Soldados distribuíam suprimentos e observavam as ruas, temendo que algum membro do drakkar ainda permanecesse na cidade. Todavia, andando por Black Bay, os aventureiros encontraram um grupo de guardas e guerreiros de diversas raças reunidos, o que acabou por chamar a atenção deles.

Aquela pequena reunião ocorria em torno de uma torre quase em ruínas. Homens e anões discutiam se valia a pena arrombar a pesada porta de madeira que fechava o local, enquanto elfos apontavam seus arcos para ela. Buscando saber o que acontecia, os Cinco descobriram que havia um fjórir ali dentro. Com grande coragem, os heróis se ofereceram para entrar e tentar resolver a situação.

O interior da torre era iluminado senão por velas, mas a densa escuridão que ali havia ameaçava a sobrevivência da tímida luz que elas emanavam. No centro da construção, no que parecia ser uma pequena mesa de pedra, repousava um imenso ser de quatro braços, barba e rabo de cavalo, com a cabeça enterrada em duas de suas mãos como alguém que lamenta sem desejar ser notado. Com as armas em punho, os Cinco de Goldstein perguntaram ao fjórir o que ele ainda fazia ali. A criatura lamentou ter participado da batalha e disse a eles que não havia escolhido esse destino: havia sido forçado – era um escravo, como tantos outros de sua raça. Explicando aos aventureiros sobre sua condição, ele os convenceu sobre sua vontade de voltar para seu mundo. Norton, portador do Machado de Wulfgar, era capaz de abrir um portal para Ontarst – o plano d’Alma – e assim o fez. Em agradecimento, o fjórir deu a ele um anel, que para o anão funcionava melhor como um bracelete.

Com o problema resolvido, partiram para a Cabra Macabra buscando descobrir o que havia se passado em Black Bay nos últimos dias. O taberneiro os informou de que o Instituto Éptir estudava o que parecia ser uma tumba – o lugar havia se revelado após a queda de parte de umas das muralhas da cidade. Curiosos, os Cinco foram verificar o que estava acontecendo.

O lugar era um verdadeiro sítio arqueológico, sendo delimitado por uma faixa e contendo um bom número de guardas. Era noite e a neve do inverno em torno de lamparinas acesas. Homens com picaretas e pincéis escavavam o local, mas o cerne de tudo era uma grande porta negra de metal. Aproximando-se dela, encontraram um selo mágico igual ao que Inúlvain utilizava no Século Negro. Ao falarem com o responsável pelo trabalho que ali estava sendo feito, eles acertaram um preço para remover a magia da porta. Após abrirem-na, ouviram uma voz: “é cedo demais!”. Em seguida, foram atacados por enormes humanoides com características de morcego, que, por sua vez, logo foram derrotados.

No dia seguinte, rumaram para o norte da Costa Gélida, indo em direção ao Templo de Areado. Um encontro inesperado aconteceu no caminho: em um trenó destruído, viram o lendário Pai Inverno. Após ajudarem-no a reencontrar uma rena, eles tiveram a infelicidade de ver a mítica figura sangrando na neve após ser brutalmente assassinada. Seguindo a trilha deixada pelo criminoso, colocaram nele o gorro do bom velhinho, fazendo com que o homicida se tornasse o novo Pai Inverno.


O Templo de Areado

Quando os Cinco chegaram no monastério construído sobre uma pequena colina, viram que uma densa névoa o permeava. O breu da noite e o frio da neve já seriam suficientes para espantar a coragem de qualquer homem que um dia pisou sobre Goldstein, mas aquele não era o caso para os heróis que lutaram na Batalha dos Dois Dragões.

Subiram a colina com alguma dificuldade e chegaram à torre de guarda que recepcionava visitantes quando o monastério estava aberto. Em meio à névoa, ruídos inumanos ecoavam. Viram à sua frente uma grande ponte de pedra que passava sobre um pequeno lago, mas cujo estado de conservação denotava uma idade já avançada. Falken tomou a frente e, com seus passos cautelosos, pisou sobre uma parte da estrutura que estava cedendo. Foi nesse momento que ele quase caiu, ficando agarrado aos blocos da ponte. Nesse momento, os heróis de Goldstein foram atacados por mortos-vivos que transitavam entre a carne e a névoa, tornando-se incorpóreos quando desejavam escapar e voltando à matéria mundana quando buscavam dilacerar a carne dos guerreiros com suas cadavéricas garras afiadas. A batalha foi sangrenta – sem o ladrão, os Cinco estavam em desvantagem. Usaram seus recursos como podiam e obtiveram uma sangrenta vitória. Entretanto, a ponte ainda devia ser atravessada – era necessário entrar no templo de Areado.
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O Último Suspiro do Drakkar
A Vingança de Guiedrius


Sobrevoando Porto Azul, Inúlvain pergunta a Kris se ele acredita que os Cinco virão atrás deles. O paladino, mesmo com seus olhos controlados pelo rei do Século Negro, observa um exército demoníaco na cidade, o mesmo que havia subjugado ele e os paladino de Náoder. Enquanto isso, tal como prometido, Fanael voava em direção à antiga capital de Goldstein.

Em Black Bay, os heróis estavam no esgoto, prestes a interrogar Beren. Questionando-o sobre diversas coisas, eles descobrem que Irvar havia ido para Porto Azul com o intuito de livrá-la do Drakkar, mas não obteve sucesso. Todavia, ele não ainda não foi encontrado por Inúlvain e seus demônios. Eles também descobrem que o verdadeiro líder do Drakkar é Guiedrius, que atuava junto a Tinúviel. O homem vive em Branden, onde controla o Drakkar. Após obterem essa informação, eles matam Beren.

Voltando ao Castelo Negro, eles encontram Olaf com Aldona e Isodora Engström. As duas eram irmãs do antigo senhor da cidade, Grigory. Aldona é uma clériga de Érida e Isodora, a antiga capitã da guarda da cidade. As duas agora possuem direito ao trono e discutem sobre isso com Olaf. Quanto questionados sobre a posição deles, os Cinco divergem: Rodolfo opta por defender Aldona, enquanto Norton e Falken parecem compartilhar da visão de Isodora. Atlas, por sua vez, tenta acalmar os ânimos, mantendo-se neutros. Após uma breve conversa, eles se despedem, mas as irmãs falam que gostariam de conversar com os heróis em outra ocasião.

Os Cinco contam a Olaf sobre o que eles descobriram. O velho bardo diz que a melhor forma de chegar a Porto Azul é passando pelas proximidades de Branden, mas o confronto do Drakkar poderia se provar complicado, principalmente ao se considerar as novas informações obtidas por um grupo de aventureiros que Olaf encontrou. Ele pede aos Cinco que esperem pela noite, pois uma nova reunião será realizada.

Atendendo ao pedido do bardo, os aventureiros decidem ir conversam com Aldona e Isodora. Aldona informa-os que ela é a irmã mais velha, sendo assim a mais apta a tomar o trono. Além disso, ela expõe mais uma vez o problema da fé, que foi responsável, ao menos em parte, pela queda de Grigory. Ela parece ter os seus problemas com o irmão. Isodora, por outro lado, é mais simpática, dizendo que seu filho, embora jovem, poderia assumir o trono. Enquanto ele fosse jovem, ela seria rainha regente.

Norton também encontrou Grunk, um ferreiro meio anão. O portador do machado de Wulfgar compra uma armadura por algumas moedas de ouro e oferece seus serviços a Grunk. Falken, por sua vez, compra alguns venenos em Tor Lura, uma torre élfica da cidade.

Quando a noite cai, eles vão ao Castelo mais uma vez, onde encontram Kaleb, Yri, Beowulf e Nico, assim como um antigo integrante da Rahkir: o treinador chamado Gustav. Esse grupo diz que há um dos antigos cristais de Dalion em Branden, que está sendo usado para distribuir magia por toda a cidade. Durante os combates, o cristal atua usando magias quando necessário, de forma a prejudicar os inimigos do Drakkar. Olaf diz que é necessário destruí-lo antes de atacar a cidade e os Cinco concordam. Quatro poções de metamorfose foram preparadas por Haran para que eles entrem na cidade sem serem percebidos. Kaleb e Olaf informam os Cinco de algumas entradas secretas da cidade, assim como possíveis contatos que poderiam levar os Cinco até o homem que sabe sobre o cristal: Egbert, um dos comandantes do Drakkar encontrados pelos heróis em Forte Inverno.

Os contatos eram três: Gorund, um anão banido das Altas Montanhas por ter acidentalmente vendido projetos de armas de cerco para o Drakkar; Helga, uma sacerdotisa de Érida que atende os assassinos em Branden; e Iorond, o dono do cassino da cidade, conhecido como o Raposo. Foi decidido que Falken e Rodolfo iriam para Branden infiltrando-se em um comboio vindo de Lar do Hipocampo. Por outro lado, Norton e Atlas usariam um túnel que ligava as proximidades das Altas Montanhas à antiga base da Rahkir em Branden. Norton e Atlas aguardariam por Falken e Rodolfo. Um dos contatos, Gorund, o açougueiro, chamou a atenção dos aventureiros, que concordaram em tentar encontrá-lo primeiro. Para tal, convenceram Baldur a perdoá-lo caso o anão banido os ajudasse. Por fim, para sinalizar o fim da missão, os Cinco deveriam acender a espada de uma estátua da cidade, localizada na colina dos quatro heróis.

Após a reunião, eles visitaram Isodora e Aldona. Isodora revelou possuir contatos em Branden e que eles costumam se reunir na taberna conhecida como o Grifo e o Gatuno. Já Aldona disse conhecer Helga.

Partindo para Branden, os Cinco encontraram alguma dificuldade para entrar na cidade. Enquanto Atlas e Norton enfrentaram espíritos que assombravam a base abandonada da Rahkir, Falken e Rodolfo confrontaram os guardas do Drakkar. Enquanto o ladrão e o clérigo caminhavam pela cidade, viram os numerosos soldados da facção inimiga, assim como os saitokans que integravam as patrulhas. No grande rio lodoso que banhava a cidade, notaram formas que remetiam a serpentes. Reuniram-se enfim e decidiram ir a Grifo, a taberna que Isodora havia mencionado.

A taberna se encontrava em um bairro ocupado principalmente pelos antigos moradores da cidade – a presença dos membros do Drakkar não era tão notada aqui. Isso se comprovava principalmente pelas pessoas na taberna: ninguém trajava roupas do Drakkar e, portanto, ninguém parecia representar perigo. Havia lá um taberneiro atrás do balcão, um casal almoçando, um grupo de seis pessoas que conversava discretamente e um bardo que tocava uma música calma.

Os Cinco notaram que os sujeitos que conversavam eram os mencionados por Isodora. Após um breve conflito com o bardo – que se revelou como um membro do Drakkar – os aventureiros decidiram conversar com aqueles possíveis aliados. Ao questionarem sobre o paradeiro de Gorund, o açougueiro, uma anã chamada Kila se apresentou. A anã havia encontrado Gorund uma porção de vezes e sabia que sua arena, o Açougue, estava recrutando combatentes. Para se inscrever, os heróis deveriam ir à Doca, uma taberna visitada pelos membros do Drakkar. Após questionarem se seria possível falar com Gorund de alguma outra forma, Kila disse que poderia tentar enviar um recado para ele. Os Cinco pediram esse favor a ela e a anã, por sua vez, concordou em fazer aquilo no dia seguinte.

Durante a noite, os heróis decidiram visitar o cassino da cidade, o Vulpis. Após uma jogatina praticamente infrutífera – embora longa – chegaram à conclusão de que o melhor a se fazer seria ir de encontro a Iorond. Após notarem que várias meretrizes subiam um elevador, eles concluíram que aquele seria o caminho para encontrar o dono do cassino. Assim sendo, Falken transformou-se em uma mulher atraente, seguindo as demais profissionais.

Quando finalmente encontrou Iorond, Falken usou suas adagas para paralisar todas as mulheres na sala. Confrontando o elfo, disse que ele precisava encontrar Egbert. Iorond, relutante, pediu a Falken que o encontrasse na colina dos quatro heróis para conversar. O ladino aceitou aquilo e reencontrou seus amigos na Grifo, onde eles passaram a noite. Antes de dormir, Falken testou a luva do tempo em uma flor. Uma vez que ele não possuía completo domínio do objeto, o ladino esperou pelo melhor. Por um instante, ele conseguiu ver eventos passados, tal como o taberneiro regando a planta ou ajeitando o vaso. Exaurido, caiu no sono.

No dia seguinte, logo pela manhã, Norton decidiu se inscrever no campeonato de Gorund por precaução. Enquanto isso, os demais esperavam por Kila. Quando ela retornou já era fim de tarde. Kila revelou ter entregado a carta, mas que era impossível saber quando o açougueiro apareceria. Falken foi de encontro a Iorond, mas após vê-lo cercado de saitokans, decidiu evitar um confronto.

Passou-se mais um dia e Gorund foi de encontro aos aventureiros. O anão, careca e sem barba, tinha um olhar severo. Ele disse ter pouco tempo para falar pois logo seus guardas o encontrariam. Os Cinco revelaram da possibilidade de perdão que Baldur havia o oferecido, caso ele os ajudasse. Gorund logo entendeu do que aquilo se tratava e concordou de imediato. Após revelar que uma festa aconteceria no Vulpis e que Egbert estaria lá, o anão propôs deixar alguns convites para os Cinco entrarem no evento, deixando-os nas proximidades de sua arena. Os aventureiros concordaram e Gorund se despediu.

A festa aconteceria logo no dia seguinte. Eles sabiam que não poderiam entrar armados e que deveriam trajar vestes sociais. Após pegarem os convites de Gorund, trataram de resolver essa situação. Após algum tempo de planejamento e algumas tentativas frustradas, pagaram 300 moedas de ouro para que Rodolfo participasse do evento como um serviçal. Aproveitando-se disso, Rodolfo conseguiria levar o necessário para a festa.

Quando a noite caiu, Atlas, Falken e Norton se encontraram com Gorund na porta do Vulpis. Após entrarem, eles realmente tiveram de resistir à tentação de jogar novamente. Após encontrarem Rodolfo e serem informados por Gorund de que Egbert estava na cobertura, eles combinaram de se encontrar em um dos andares superiores para se armarem. Após isso, tomaram o elevador e foram para a cobertura.

Obviamente, Egbert estava bastante protegido. A batalha foi sangrenta: Rodolfo teve a vida ceifada só para então ser revivido pelo poder da Coroa. Norton havia ousado usá-la e ao fazer isso, ouviu a voz do Caído. Da mesma forma, Falken também a utilizou para curar seus aliados, sentindo a força do demônio que a habitava. Por fim, eles conseguiram vencer. Levaram Egbert para a base da Rahkir e o interrogaram, descobrindo a localização do cristal de Dalion. Como vingança, abandonaram Egbert à própria sorte, deixando-o preso.

No dia seguinte, foram até onde o cristal se encontrava. Tratava-se de uma construção subterrânea, localizada abaixo de um rio. Na sala onde estava o alvo, Guiedrius manifestou-se, fazendo com que sua voz fosse projetada através da pedra mágica. Após uma longa batalha, prolongada por conta da água que Guiedrius fez invadir a sala, os heróis destruíram o cristal e saíram. Atlas morreu durante a luta, mas foi revivido por Helga no seu templo de Érida.

Os Cinco acenderam a estátua dos quatro heróis, convocando os exércitos aliados a invadirem a cidade. Correram então para a Fortaleza do Terror. Com a ajuda dos aliados de Isodora e do açougueiro, invadiram a construção. Chegaram à sala de Guiedrius e não o encontraram lá, mas acharam uma mensagem deixada por ele.


“O último suspiro do Drakkar

Receio que começarei essa carta com agradecimentos. Lembro-me ainda da agonia que foi passar dias sob a torre de Dalion, vendo meus homens morrerem lentamente. Eu, contudo, permaneci, embora isso tenha custado minha humanidade e minha família. Todavia, os poderes que agora tenho são um presente da incompetência dos Cinco. Agradeço-os pela incapacidade que só vocês poderiam ter.

Antes, eu esperava pelo dia em que Goldstein perceberia que se entregou para homens tolos. Que o povo acordaria, notando que vocês não o defendiam. Eu cansei de esperar. Agora é a hora. Urur manda lembranças.
Morte aos Cinco,
Guiedrius Hafgrim.”

Enquanto a liam, uma explosão ocorreu na fortaleza. Eles perceberam que os barris com combustível que encontraram durante a incursão em Branden não eram somente destinados à batalha pela cidade, mas sim a eles, como uma armadilha final de Guiedrius.

Por sorte, a luva de Falken fez seu serviço nesse momento. Parado o tempo, ela permitiu que o ladino carregasse seus amigos para fora, mas não sem fazer com que ele ouvisse as vozes de Ilm e Urur, que derrotava o antigo deus. Além disso, Norton, o último a ser resgatado, ficou com uma queimadura em seu braço.

Após se recuperarem minimamente, os Cinco viram Fanael cruzar os céus, extremamente ferido. Uma queda vertiginosa ceifou sua vida e o grifo teve somente a chance de falar uma coisa: “Porto Azul era uma armadilha”.

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A Batalha de Black Bay - Parte 2
De volta para o futuro


Na última sessão, os Cinco de Goldstein, mais uma vez desfalcados, encontravam-se em meio à revolução de Thain, no final do Século Negro e na cidade de Branden. Os detalhes dessa viagem do tempo foram descobertos pela visão que Falken teve ao encontrar Zadimus na sessão anterior.

Com Falken enfeitiçado pelo clérigo, o ladino pouco podia fazer para evitar ser jogado em uma cela numa masmorra. Ainda assim, usando sua força de vontade, o herdeiro de Nouter conseguiu retomar o controle de seu corpo. Aproveitando o fato de que Zadimus estava gritando com os guardas que o levariam para a prisão, ele habilmente correu em direção à sacada do quarto do clérigo e saltou em direção a um lago após escalar as paredes da torre em que se encontrava, confrontando os guardas que tentaram o seguir. Após se safar por muito pouco, dirigiu-se sorrateiramente ao Bode Bizarro, a taberna de Branden.

Por sua vez, Rodolfo, Atlas e Norton se encontravam no estabelecimento. Preparando-se para dormir, os três heróis foram convocados pelos guardas para irem à Fortaleza do Terror. Após uma breve discussão, foram até lá, onde encontraram Thoel, Elathay e Thain, que estava furioso. O rei havia sido informado por seu clérigo, Zadimus, que usava o nome de Falken, que um dos membros do grupo deles havia tentado invadir seu quarto. Thain os apresentou duas opções: criar uma armadilha para o ladino ou representá-lo num julgamento por combate.

Apesar disso, Rodolfo se concentrava em realizar discretamente uma magia para convocar Falken. Elathay notou o movimento de mãos do clérigo, confrontando-o mentalmente. O homem de nome esdrúxulo simplesmente respondeu que tentava chamar seu amigo para se apresentar a Thain. Elathay nada comentou sobre aquilo, permitindo que o clérigo terminasse sua magia.

Rodolfo disse a Thain que Falken estava embriagado e em algum lugar da cidade. Pediu ao rei que mandasse soldados para procurarem por ele. Minutos mais tarde, após Falken receber a mensagem mágica de Rodolfo, o ladrão entrou tropeçando no salão da Fortaleza, fingindo estar bêbado.

Contudo, Zadimus aproveitou a deixa para ir de encontro a Thain. Revelou o uso de magia no local, o que enfureceu o rei, que os deu uma única chance de explicar o que estava acontecendo, ou iriam para a masmorra e seriam julgados no dia seguinte. Rodolfo optou por tentar enfeitiçar Zadimus e falhou. Esse, por sua vez, mostrou a Thain a tentativa do aventureiro. Já tomado pela raiva, o rei ordenou que os heróis fossem levados à masmorra, onde esperariam pelo julgamento.

No dia seguinte, os aventureiros foram escoltados por um guarda que se revelou como sendo Haran metamorfoseado. O mestre ladrão soltou os quatro guerreiros, mas mesmo assim os conduziu para a arena onde ocorreria o combate. Falken, Rodolfo e Atlas foram levados a um patíbulo, onde o nó da forca envolveu seus pescoços. Enquanto isso, Norton viu-se diante de Thain, contra quem iria lutar. Os equipamentos dos aventureiros se encontrava em um baú no patíbulo. Thoel e Elathay estavam em uma área reservada, enquanto Zadimus não se encontrava presente.

Norton derrotou Thain, poupando-o. Caído, Thain foi socorrido por Zadimus, que o curara só para então abandonar o local. Em seguida, Thain, voltou à batalha. Norton o confrontou, dizendo que Zadimus havia o curado. Apelando à honra do rei, Norton obteve sucesso. Irado por não ter percebido o que havia acontecido, Thain lançou seu machado em direção a Zadimus, mas acabou por errá-lo. Em seguida, o clérigo fugiu.

Embora estivessem quase livres, Falken notou que um dos guardas atrás dele comportava-se de maneira estranha. O ladrão notou que ele estava lentamente se transformado em uma criatura parecida com uma serpente. Em seguida, outros guardas também se transformaram. Confrontando-os com a ajuda de Thain, os Cinco perceberam que aqueles seres lembravam muito a hidra Lalma, a semideusa patrona dos tieflings, que eles derrotaram há algum tempo em Ontarst. Alguns possuíam três cabeças, enquanto outros somente duas. Havia também aqueles que apresentavam apenas uma cabeça, embora seus dedos tivessem sido substituídos por serpentes.

Haran apareceu para explicar o show de horrores. Junto à Ayla, eles disseram que o esconderijo deles havia sido invadido na noite anterior por aquelas mesmas criaturas. Elas levaram as luvas do ladino; por sorte, Haran conseguiu recuperar a luva do tempo, mas a do espaço foi inevitavelmente levada. Sem tempo, Haran disse aos aventureiros para olharem para o templo da Fé, localizado na Fortaleza. Em torno dele, pedras levantavam e construções começavam a ruir: era a luva do espaço sendo controlada por Zadimus.

Haran, notando que os aventureiros estavam muito feridos, disse a eles que o plano era utilizar a pena que Ayla possuía, um presente do próprio Fanael, para convocá-lo à Auyüle. Dessa forma, eles poderiam enfrentar as crias de Lalma. Todavia, caso usada com a luva do tempo, a pena poderia levá-los de volta ao futuro.

Indecisos, os Cinco tomaram a pena. Ainda assim, relutantes de usá-la para escapar, usaram de seu poder para retornar ainda mais ao passado, quando tentariam desfazer os erros que haviam cometido. A indecisão dos heróis fez com que eles discordassem para qual momento retornar: em meio à discussão, foram transportados para o momento em que Falken escalava a torre de Zadimus e o restante do grupo se encontrava na taberna.

Como quem desperta de um transe, Falken retornou sem memórias dos eventos futuros. Escalou a torre novamente e reencontrou Zadimus. Conseguindo resistir à tentativa de Zadimus de enfeitiçá-lo, Falken confrontou o clérigo, prendendo-o contra o parapeito da janela e descobrindo que ele estava sendo ajudado por Lalma de fato. Todavia, Zadimus precisava da luva do tempo para poder voltar para a batalha que acontecia no futuro de Black Bay. Após tentar em vão se livrar de Falken à força, o clérigo abriu um portal abaixo dele. O ladrão caiu com tudo em um lago, sobrevivendo por pouco.

Enquanto isso, a cena da taberna se repetia. Rodolfo, Atlas e Norton, também sem memórias do que havia se passado, são convocados por um guarda. Ou ao menos era isso que eles pensavam: na verdade, o guarda que esperava por eles era controlado por Elathay. O mago disse a eles que 16 outras viagens no tempo foram realizadas: era hora dele ajudá-los.

Juntos, abandonaram a taberna indo em direção às colinas ao redor de Branden. Elathay disse que Haran deveria estar enfrentando as crias de Lalma, além de explicar tudo o que aconteceu nas realidades anteriores. Eles também encontraram o ladrão indo em direção à Branden – o que os fez deduzirem que seu esconderijo já havia sido invadido. Parando Haran, explicaram a ele tudo o que havia acontecido. Mesmo confuso, o mestre ladrão decidiu ajudá-los.

Após confrontarem um bando de crias de Lalma que portavam um baú prateado contendo as luvas de Haran, eles recuperaram o par da realidade. Indo em direção ao esconderijo, encontraram Ayla.

Enquanto isso, Zadimus foi informado por Lalma de que as luvas que formavam o par da realidade haviam sido tomadas. Decidido à confrontar os heróis e encerrar aquilo de uma vez por todas, ativou a maldição que havia rogado para Thoel, fazendo-o se tornar uma cria de Lalma.

Quando os aventureiros chegaram em Branden, a cidade estava sendo atacada pelas criaturas. Passaram por elas sem se importarem, visando encontrar finalmente Zadimus. Foram até a Fortaleza do Terror e recuperaram seus equipamentos. Vendo que Thoel estava servindo-o, eles foram informados por Elathay de que precisavam retirar sua maldição antes de matar Zadimus, ou algo ruim poderia acontecer. Para tal, era necessário convocar Fanael com a pena de Ayla. Com bravura, lutaram contra as criaturas enquanto Ayla e Haran convocavam Fanael. Após muita dificuldade, desfizeram a maldição de Thoel e finalmente enfrentaram Zadimus, que caiu morto após Falken arrancar sua cabeça.

Usando a luva do tempo, os Cinco retornaram ao futuro com a ajuda de Fanael. Estavam em uma sala do Castelo Negro em Black Bay. De início, tudo estava estático: eles estavam caídos, Kris, controlado por Inúlvain, portava uma alabarda negra e trajava uma armadura da escuridão. Zadimus tocava a luva do tempo com a luva dos milagres. Entretanto, rapidamente a cena mudou: agora, Zadimus jazia morto e eles estavam prontos para batalhar Kris. A armadura da escuridão bloqueava todos os golpes feitos, mas quando Falken usou a luva dos milagres tal como Rodolfo ordenara, Fanael foi convocado. Sendo seguido pelo pégaso negro de Kris, o grifo abriu suas asas e rapidamente abriu uma fenda na armadura: mesmo que pequena, ela permitia que os heróis atacassem seu antigo aliado. Após um breve confronto, Inúlvain fugiu.

Durante a noite, um evento foi organizado para comemorar a vitória em Black Bay. Todas as principais personalidades de Goldstein estavam lá. Eles comemoraram e conversaram a respeito do futuro. Nos dias seguintes, uma intensa busca por Beren começou. Os Cinco mais uma vez se mostraram incríveis heróis, encontrando-o nos esgotos. Agora eles precisam extrair o máximo de informação do antigo senhor de Black Bay, visando saber mais sobre os planos de Urur e de Inúlvain.

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A Batalha de Black Bay
Parte 1


Após os Cinco serem levados para o passado quando a luva do tempo de Falken tocou a luva dos milagres de Zadimus, o grupo de heróis se viu em uma arena de lama, desprovido de armas, prestes a entrar em combate com um minotauro. Raramente assustados, os aventureiros habilmente enfrentaram a criatura, retomando seus equipamentos durante a briga. Para a surpresa de Falken, suas luvas não se encontravam entre os pertences dos Cinco.

Em seguida, Thoel, Elathay e os seus guerreiros invadiram a área da arena, libertando os escravos do local e recrutando-os para a resistência de Thain. Vendo a habilidade dos Cinco, o futuro rei de Goldstein resolveu conversar com eles, só para ser intimidado por Rodolfo. Confrontando-o após ver que o clérigo estava em posse da coroa, Thoel deu início a um breve confronto que resultou na rendição e prisão dos Cinco.

Chegando em Branden durante a noite após certa confusão na estrada, os grandes heróis foram apresentados ao primeiro rei dos homens. Thain inicialmente se recusou a acreditar nos aventureiros, que propuseram, por sua vez, que Elathay lesse as memórias de Rodolfo. Após isso ser feito, o elfo assegurou Thain de que os Cinco eram confiáveis. Mesmo assim, Thain determinou que os itens deles só seriam devolvidos pela manhã.

Na cidade, os Cinco ouviram rumores sobre um sujeito apelidado de “gatuno”. Conhecendo a história de Goldstein, Falken rapidamente determinou que aquele só podia se tratar de Haran. Por outro lado, ainda mais estranho do que aquilo, os Cinco descobriram que um clérigo chamado Falken aconselhava o rei Thain.

O ladino, extremamente perturbado por tudo que descobriu, resolveu arriscar: na calada da noite, invadiu a Fortaleza do Terror de Branden e descobriu que Zadimus havia tomado seu nome. Ouviu também que ele enviara homens, na calada da noite, para recuperar alguma coisa. Ao ver o clérigo, Falken foi tomado de súbito por visões da Batalha de Black Bay, lembrando de tudo que acontecera: enfrentando Kris e Zadimus, os Cinco foram derrotados! Quando o portador da luva dos milagres tocou sua mão, tentando roubar a luva do tempo, um clarão surgiu e os Cinco voltaram ao fim do Século Negro.

Com aquelas informações, o ladrão não tinha opção senão enfrentar Zadimus. Com coragem no peito, cruzou os corredores da Fortaleza. Porém, ao abrir a porta do quarto de Zadimus, o Destino mostrou seu lado sinistro, permitindo que o clérigo o enfeitiçasse. Preso por magia, a vida de Falken está nas mãos de Zadimus.

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Mudanças em Goldstein
Denetol, Hammalahah e Világua

ENFRENTANDO DENETOL

• Ainda na Desolação de Evindael, em Irvair, os Cinco descem as escadas que levam à parte mais profunda da mente do antigo herói élfico; tremores leves começam a surgir.
• Lá, após abrirem um grande portão negro, eles encontram um imenso dragão dourado; a criatura, após se transformar em um elfo, revela ser a alma de Evindael, filho de Anleathar e Sundarnaxian.
• Os tremores se intensificam. Evindael revela que um intruso se aproxima: Denetol.
• Junto a um grupo de guerreiros, o antigo rei dos elfos rende os aventureiros. Após discutirem, Denetol leva a melhor. Junto a ele, partem Amlugdagnir e Evindael.
• Os Cinco retornam à cidade de Elathay. Lá, com o auxílio do Espelho das Dimensões, eles veem Auyule, primeiro observando Kris e depois Denetol. Após isso, eles partem para Solar d’Ouro.

REUNIÃO COM ELITH

• Chegando a Solar d’Ouro, os aventureiros logo se dirigem à Árvore Solar.
• Eles encontram Elith, contando-a tudo sobre o que aconteceu em Irvair. Impressionada, a rainha élfica promete fazer o necessário para conter seu avô. Em seguida, ela informa Atlas sobre a invasão de Hammalahah.
Rodolfo e Elith ficam a sós na sala de reunião. Ela o pergunta novamente se ele irá deixar sua vida de aventuras.
• Após discutir brevemente, Rodolfo concorda em parar. Ele conta sua decisão a seus amigos, que por sua vez mostram-se bastante decepcionados.
• Sem Rodolfo, o restante dos aventureiros partem para o porto de Solar d’Ouro, onde três embarcações os esperam. Com elas, os Cinco tentarão retomar Hammalahah.

RETOMANDO HAMMALAHAH

• Com a ajuda dos soldados de Elith, os aventureiros facilmente tomam Hammalahah do Drakkar Partido. Entretanto, quando o mago que comandava o grupo é assassinado por Falken, ele avisa os aventureiros: “o recado foi dado”.
• Passa-se um mês.
o Atlas recebe a fênix dos kahlakins como um presente de Elith. Com a criatura, o arcanista é capaz de ver uma ilha cercada por névoa a nordeste de Goldstein.
o Uma mensagem das Altas Montanhas chega aos Cinco; um patrulheiro de Baldur encontrou uma criatura portando a runa da Coroa em Világua.
o Um integrante da Rahkir surge em Hammalahah solicitando auxílio para resgatar seu mestre em Branden.
• Os aventureiros escolhem ajudar Világua.

INVESTIGANDO VILÁGUA

• O grupo composto por Kaleb, Nico, Beowulf e Jason é enviado para Világua.
• A primeira coisa que eles notam é a presença maior de guardas da região, a serviço da capital, do que a de guardas locais.
• Eles encontram Ogert, o patrulheiro anão enviado pelas Altas Montanhas.
• Ogert descreve a criatura que o atacou como algo muito parecido com um humano, mas com feições e olhos demoníacos.
• No dia seguinte, junto a Ogert, os aventureiros resolvem investigar os ermos próximos a Világua. Lá eles derrotam um grupo de humanoides similares ao descrito pelo anão. Os seres ostentam a runa da Coroa.
• De volta ao vilarejo, eles descobrem, após mostrarem os corpos dos seres, que alguns deles eram aldeões.
• O grupo vai para a Taverna do Moinho Congelado, onde descobrem que pescadores locais sofrem com o ataque de monstros chamados de Sahuagins. O templo de Világua, chamado de Templo do Quebra-Mar, está recrutando aventureiros para enfrentar as criaturas.
• No templo, os aventureiros, com exceção de Nico, conhecem Yri, uma clériga de Enit. Juntos, eles partem para uma praia onde os Sahuagins habitam. Durante o combate, um tubarão come o pé e parte da perna de Jason.
• Por fim, os aventureiros derrotam as criaturas e encontram alguns pertences valiosos em meio a uma pilha de pescadores mortos.

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